CIENTISTAS DA USP CRIAM TRATAMENTO REVOLUCIONÁRIO NO COMBATE AO CÂNCER


Combater o câncer e alcançar a cura é o trabalho que cientistas em todo o mundo desenvolvem há muitos anos, sempre acompanhado pelo desejo de todos nós em que os resultados nos tragam alento. O câncer, além de ser uma das principais causas de morte,  traz muita dor e sofrimento ao paciente e àqueles que convivem com ele. É uma tragédia em nossas vidas.  Por isso essa busca incessante de conseguir amenizar a dor ou encontrar a cura dessa doença.

E foi isso que aconteceu semana passada no Centro de Terapia Celular (CTC) da USP em Ribeirão Preto. Um funcionário público de Minas Gerais se tornou a primeira pessoa na América Latina a receber uma nova terapia celular. Diagnosticado com câncer e submetido a diferentes linhas de quimioterapia desde 2017, Vamberto Luiz de Castro, de 62 anos, estava em estado grave, com linfoma avançado que não respondia a nenhum dos tratamentos convencionais . Desenganado pelos médicos, com expectativa de vida de menos de um ano, ele foi submetido em caráter experimental a uma terapia desenvolvida no CTC, no dia 9 de setembro.

E neste fim de semana, um mês após começar o tratamento,  Vamberto recebeu alta. “Os gânglios no pescoço do paciente desapareceram, ele parou de tomar morfina para dor, ganhou três quilos, voltou a andar”, contou o hematologista Renato Cunha, diretor do Centro de Transplante de Medula do Hemocentro de Ribeirão Preto, um dos responsáveis pela experiência. “Temos todos os sinais de que o organismo respondeu; ou seja, conseguimos provar o conceito e mostrar que funciona muito bem.”

Foi com imenso orgulho que o deputado Ricardo Madalena recebeu a notícia que pesquisadores da USP de Ribeirão Preto obtiveram uma grande vitória no combate ao câncer, utilizando uma maneira própria de aplicar uma técnica criada nos Estados Unidos, conhecida como CART-Cell, mas modificada e aperfeiçoada no Brasil. Aqui, o custo desse tratamento é de cerca de R$ 150 mil reais por paciente, contra quase R$ 2 milhões nos EUA. A principal bandeira do deputado Ricardo Madalena, pioneiro na luta para que também a fosfoetanolamina  tenha sua eficácia testada no combate ao câncer, é que novos testes com a substância sejam realizados.

“Todo brasileiro hoje se sente mais brasileiro, mais orgulhoso pelos feitos dos nossos cientistas no tratamento de combate ao câncer. São pesquisadores da USP e isso enobrece ainda mais o feito. Vamos continuar na luta para que a fosfoetanolamina seja também um tratamento no combate ao câncer”, disse Ricardo Madalena. 

FUNCIONAMENTO

A partir de amostras de sangue dos pacientes a serem tratados, os pesquisadores isolam um tipo de leucócito conhecido como “linfócito T”, um dos principais responsáveis pela defesa do organismo, graças à capacidade de reconhecer antígenos (ameaças) existentes na superfície celular de patógenos ou de tumores e desencadear a produção de anticorpos.

Com auxílio de um “vetor viral” (vírus com material genético alterado em laboratório), um novo gene é introduzido no núcleo do linfócito T, que passa a expressar em sua superfície um receptor (uma proteína) capaz de reconhecer o antígeno específico do tumor a ser combatido.

Os leucócitos reprogramados são “expandidos” em laboratório (colocados em meio de cultura para que se proliferem) e depois introduzidos no paciente. Antes do tratamento, uma leve quimioterapia é administrada para preparar o organismo.

“Cerca de 24 horas após a infusão das células CAR-T, tem início uma reação inflamatória, sinal de que os linfócitos modificados estão se reproduzindo e induzindo a liberação de substâncias pró-inflamatórias para eliminar o tumor”, afirma Renato Cunha.

INVESTIMENTO

Todo a pesquisa envolvendo os pesquisadores da USP teve apoio financeiro da Fapesp e do CNPq, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde.

Segundo Dimas Tadeu Covas, coordenador do CTC (Centro de Terapia Celular) e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular, “só conseguimos desenvolver o protocolo CAR-T de modo relativamente rápido porque temos uma estrutura há muito tempo em construção. O investimento da Fapesp em ciência básica, em formação de pessoas e em infraestrutura de pesquisa agora se traduz em novos tratamentos mais eficazes contra o câncer.”

TIPOS DE CÂNCER

“A metodologia que desenvolvemos é específica para o tratamento de linfoma, mas a mesma lógica pode ser usada para qualquer tipo de câncer. Estamos trabalhando em protocolos para o tratamento de leucemia mieloide aguda e para mieloma múltiplo. Também estamos acertando uma parceria com uma universidade japonesa com foco em tumores sólidos, como o de pâncreas”, pontua Rodrigo Calado, professor E membro do CTC, à Agência Fapesp.

Segundo o docente, o objetivo do grupo é desenvolver tratamentos de custo acessível a países de renda média e baixa e possíveis de serem incluídos no rol de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

(Com agência de notícias do governo de São Paulo)

Se você gostou desta notícia, mande seu contato no formulário abaixo.
O deputado Ricardo Madalena quer criar um canal direto com você.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *