MOÇÃO DO DEPUTADO MADALENA CONTRA A EXTRAÇÃO DO GÁS DE XISTO CHEGA AO CONGRESSO


 

Atento a questões ambientais, sendo esta uma de suas principais bandeiras como parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado Ricardo Madalena enviou ao Congresso Nacional uma moção (ver anexo) contra a extração do gás de xisto no Estado, em particular na região sudoeste.

“O problema não está no gás mas em sua extração. Como ele é encontrado em profundidades elevadas, a perfuração pode provocar a contaminação das águas pelos produtos químicos utilizados na extração. E aí pode atingir nosso Aquífero Guarani, a segunda maior reserva de água doce do mundo. Não podemos permitir isso”, disse Ricardo Madalena.

O nome que se dá à técnica de exploração do xisto é fracking. Para sua extração, é preciso perfurar profundamente o solo, onde é colocada uma  tubulação que atravessa todo o lençol freático até a rocha, por onde passam até 14 milhões de litros de água. A cada operação para extração do xisto, são introduzidas água, areia e mais de 600 substâncias químicas ( algumas bem tóxicas) em altíssima pressão para fraturar (“frack”) a rocha e assim liberar o gás (veja mais abaixo).

 

*O xisto

O gás de xisto é um gás natural encontrado em formações de rochas sedimentares (presentes no subsolo). Ele surge a partir do processo de decomposição de matérias orgânicas, provocado pelo calor e pressão encontrados em áreas profundas do subsolo. Portanto, este gás pode ser usado como fonte geradora de energia.

Como é um gás que gera, em sua queima, baixos índices de geração de gases do efeito estufa, ele pode ajudar a reduzir a poluição do ar e também o aquecimento global.  Assim como o gás convencional, ele possui boa qualidade para uso em residências e industrias, no tocante à geração de energia elétrica.

O grande problema da exploração do gás de xisto se refere ao sistema de perfuração do solo na extração. Como este gás é encontrado em profundidades elevadas, a perfuração pode provocar a contaminação das águas, por produtos químicos, presentes em lençóis freáticos.

Outro problema é que estas perfurações também podem ocasionar a desestabilização do solo, ocasionando desmoronamentos e pequenos terremotos (detectados somente com sismógrafos sensíveis).  Assim como o petróleo, o gás de xisto não é uma fonte de energia renovável. Os investimentos iniciais para exploração são elevados, pois necessita de muita tecnologia. Isso ocorre, pois os poços de gás de xisto se encontram em profundidades de até 3.000 metros.

*Fonte: suapesquisa.com

Moção -xisto

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